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Ficha técnica

Peso195 g
ISBN9786588401248
EditorINSULAR EDITORA
IdiomaPortuguês
EditoraINSULAR
TradutorRAMOS, MURILO CESAR | PAULINO, FERNANDO OLIVEIRA
Tipo itemLivro Nacional
AcabamentoBROCHURA
CODIGO NCM49019900
Dimensões0.75 x 16 x 23
Pré vendaNão
Sob encomendaSim
Ver ficha completa (+8 itens)
CertificaçãoNão se Aplica
Código Interno1213443
Editor para linkINSULAR EDITORA
Código de barras9786588401248
Tradutor para linkRAMOS MURILO CESAR,PAULINO FERNANDO OLIVEIRA
Número da edição1ª EDIÇÃO - 2020
Número de páginas146
Livro disponível - pronta entregaNão

Descrição

Juntamente com seu interesse no fluxo da informação pública, a Comissão preocupou-se com o fluxo de ideias. A Comissão sabe que uma terrível maldição da vida contemporânea é a enxurrada aterrorizante de palavras com as quais os meios de comunicação de massa ameaçam inundar o cidadão. Qualquer um sem nada a dizer pode dizer o que quiser pelos meios de comunicação de massa se tiver um assessor de imprensa, ou uma reputação considerável, ou um grupo de pressão atuante por trás de si; ao passo que, mesmo dispondo de tais vantagens, qualquer um com algo a dizer tem grandes dificuldades de dizê-lo na comunicação de massa se isso for de encontro às ideias dos proprietários, editores, dos grupos de pressão contrários ou do preconceito popular. A enorme influência da imprensa moderna torna imperativo que os grandes meios de comunicação de massa mostrem abertura às ideias das quais seus proprietários não compartilhem. As recomendações da Comissão não são surpreendentes. O mais surpreendente sobre elas é que nada de mais surpreendente poderia ser proposto. É da maior importância, então, que essas coisas sejam feitas de fato e que o negligenciamento delas, que hoje põe em perigo a liberdade de imprensa, seja substituído por uma preocupação séria e contínua com a relação moral da imprensa com a sociedade. Robert Hutchins Presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa “Se a teoria na prática é outra, então há algo errado na teoria.” Com esta constatação, feita há duas décadas, Adelmo Genro Filho nos desafiou a construir uma autêntica Teoria do Jornalismo. Mas, como na mesma época observou Nilson Lage, essa seria uma tarefa para mais de uma geração. A Série Jornalismo a Rigor é uma iniciativa da Editora Insular, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, que vem se somar a este esforço coletivo que já tem história no campo. Objetiva publicar reflexões acadêmicas de alto nível que contribuam para elevar o senso crítico e a qualidade da prática do Jornalismo como atividade intelectual. Com vocação multidisciplinar, a Série aponta, no entanto, para a construção de uma Teoria do Jornalismo de direito próprio, que responda às questões suscitadas de dentro desta importante prática cultural. Procura assim ajudar na superação do complexo de inferioridade de uma área que se deixou colonizar intelectualmente. Não deixa, com isso, de agregar as contribuições das áreas vizinhas, mas, como propunha Otto Groth, as situa sempre como “ciências auxiliares” da nova disciplina. Busca também enfrentar os muitos preconceitos contra o Jornalismo, gerados em setores acadêmicos e campos sociais outros, e tantas vezes internalizados de forma acrítica pelas escolas de comunicação. A Série Jornalismo a Rigor entende a Teoria como um percurso que necessariamente se distancia da prática, mas apenas para vê-la de um outro modo. Objetiva voltar a ela para transformá-la, e perde o sentido se ficar no meio do caminho: Paulo Freire advertia que o mero “balé dos conceitos” vira uma atividade supérflua que distrai a vida acadêmica e a afasta da realidade. Como nas Teses sobre Feuerbach, a práxis aqui é vista como fundamento autêntico e finalidade de toda a teoria. A práxis em que está focada a Série é a que ocorre no Jornalismo, produção social de conhecimento diferenciada, estratégica e imprescindível para a sociedade contemporânea. Que, por tudo isso, precisa sempre ser melhor pensada.